📋 Modelo de demonstração — Scanner da Saúde
Dra. Marina
Nutricionista · CRN-3 12345
06/06/2026 Documento clínico
Relatório nutrigenético

Mapeamento genético da sua saúde

Visão clínica completa — orientações personalizadas, gene por gene, para potencializar o que protege e silenciar o que precisa de cuidado.

Paciente

Juliana

Nascimento · 1992-03-15
Profissional responsável

Dra. Marina

CRN-3 12345 · Nutrição de precisão
Bem-vinda

Seu mapeamento nutrigenético está aqui

Desvende seu metabolismo e entenda o que significa cada resultado dos seus genes.

Este relatório organiza a leitura dos seus marcadores genéticos em três grupos — protetores, com atenção e com cuidado — e finaliza com um Manual de Instruções com orientações terapêuticas por gene.

Lembre-se que a genética é apenas um dos componentes do seu metabolismo. Emoções, personalidade, estado nutricional e estilo de vida influenciam se esses genes estão ativos (protegendo) ou desligados (como se não estivessem funcionando). Mesmo que você se identifique "ao contrário" — com sintomas ou sinais diferentes —, esse contexto clínico precisa ser correlacionado em consulta.

3
Genes protetores
Funcionando a seu favor
3
Genes em atenção
Pequenos ajustes possíveis
2
Genes em cuidado
Acompanhamento próximo
Importante. Os marcadores genéticos não são diagnósticos. Eles indicam predisposição e precisam ser sempre correlacionados com seus sintomas, exames laboratoriais e estilo de vida — em conjunto com sua equipe multidisciplinar.
Capítulo 1

Vamos começar pelos seus genes protetores

Variantes que jogam a seu favor — funcionando como aliados silenciosos do seu metabolismo.

CRP

rs2808630

TT Baixo

Seu termostato anti-inflamatório está bem calibrado — esta configuração genética favorece o equilíbrio natural do sistema imune e menor tendência inflamatória no dia a dia.

APOE

rs7412

CC Baixo

Seu sistema de transporte de gorduras opera na configuração mais equilibrada e segura — menor tendência a acúmulo de gordura nos vasos e perfil lipídico mais neutro ao longo da vida.

ADORA2A

rs5751876

CC Baixo

Sua sensibilidade à cafeína é baixa — ela tem pouco efeito estimulante no seu organismo e raramente atrapalha o sono. Você processa cafeína com mais tranquilidade que a maioria das pessoas.

Capítulo 2

Agora os genes que precisam de um pouco de atenção

Pequenos ajustes alimentares, estilo de vida e suplementação fazem grande diferença aqui.

MTHFR

rs1801133 (C677T)

C/T Moderado

Sua máquina de converter folato em forma ativa funciona a ~65% da capacidade. Com folato já na forma pronta (metilfolato), tudo funciona normalmente — é só usar o combustível certo. Isso impacta energia, humor e saúde cardiovascular.

COMT

rs4680 (Val158Met)

G/A Moderado

Seu sistema de processamento de dopamina funciona em velocidade média — nem muito rápido nem muito lento. Isso pode trazer bom foco em tarefas desafiadoras e alguma sensibilidade ao estresse intenso, respondendo bem ao cuidado nutricional.

FTO

rs9939609

A/T Moderado

Seu gene de saciedade tende a guardar energia com mais facilidade. A boa notícia: exercício físico regular literalmente silencia esse gene — o movimento é o antídoto direto para essa configuração.

Capítulo 3

Os genes que precisam de mais cuidado

Esses genes não são diagnósticos. Devem sempre ser correlacionados com sintomas e exames de sangue para entender as prioridades clínicas.

VDR

rs2228570 (FokI)

TT Alto

O receptor de vitamina D da sua fábrica tem uma fechadura menos sensível — mesmo com vitamina D disponível no sangue, ela entra nas células com menos eficiência. Por isso sua dose de suplementação precisa ser maior, e o monitoramento periódico é essencial para manter o nível ideal.

APOE ε4

rs429358

CT (ε3/ε4) Alto

Um dos seus carregadores de gordura (APOE ε4) tende a depositar mais lipídios nos vasos sanguíneos. Com atenção especial ao tipo de gordura que você consome, à qualidade dos alimentos e ao acompanhamento do perfil lipídico, esse risco é amplamente gerenciável.

Como ler esta tabela. Risco "Alto" indica que a variante genética requer atenção clínica próxima — não significa doença. O manual de instruções a seguir traz orientações específicas, gene por gene, para cada um destes marcadores.
— Parte II —

Manual de Instruções Nutrigenético

Veja como a nutrição terapêutica pode ativar genes do bem e silenciar genes que precisam de ajuda.

A partir daqui, cada gene em atenção ou cuidado recebe uma ficha clínica com orientações terapêuticas: como silenciar (reduzir impacto), como ativar (potencializar), alimentos recomendados e suplementos sugeridos. As doses são uma referência inicial — devem ser ajustadas em consulta.

MTHFR

Methylenetetrahydrofolate reductase

rs1801133 (C677T) · Heterozigoto C/T

Pensa no metilfolato como o combustível premium das suas células — especialmente para o cérebro, coração e energia. Seu gene MTHFR converte o folato comum (de farinhas e suplementos padrão) nesse combustível a ~65% da velocidade normal. Com metilfolato já na forma ativa, suas células recebem tudo que precisam sem depender dessa conversão. Isso impacta diretamente energia, humor, sono e saúde cardiovascular.

Síntese de metionina e SAMe (doador de metil) · Produção de serotonina, dopamina e noradrenalina via metilação · Reparo de DNA e controle epigenético · Detoxificação de fase II hepática

Substituir ácido fólico sintético por metilfolato (5-MTHF) e cianocobalamina por metilcobalamina. Monitorar homocisteína sérica a cada 6 meses. Evitar suplementos com ácido fólico convencional.

Prefira alimentos ricos em folato natural: folhas verde-escuras (espinafre, rúcula, couve), brócolis e aspargos. Reduza álcool — esgota folato ativo. Gerencie estresse: cortisol consome metilcobalamina.

Consumo regular de alimentos ricos em folato natural potencializa a via de metilação mesmo com a variante heterozigota.

Exercício aeróbico moderado (30min/dia) melhora a atividade enzimática residual e reduz homocisteína. Exposição solar favorece vitamina D, sinérgica à metilação.

Espinafre · Couve · Brócolis · Aspargos · Fígado bovino orgânico · Ovos caipiras · Feijão preto · Lentilha · Beterraba · Nozes

Metilfolato (5-MTHF Quatrefolic®) 400–800 mcg/dia · Metilcobalamina 1.000 mcg/dia em biofilme · Riboflavina-5-fosfato (R5P) 50 mg/dia

Referências: Frosst P et al. Nat Genet. 1995;10(1):111-113. | Homocysteine Lowering Trialists. BMJ. 1998;316:894-898.

VDR

Vitamin D Receptor — FokI polymorphism

rs2228570 (FokI) · Homozigoto TT — risco elevado

A vitamina D é uma chave mestra que abre mais de 200 portas no seu organismo: imunidade, ossos fortes, equilíbrio hormonal, proteção cardiovascular e muito mais. Seu receptor VDR tem uma fechadura ligeiramente diferente — a chave entra, mas precisa de mais "força" (dose maior de suplementação) para abrir o portão completamente. Com a dose certa e monitoramento periódico, todas as portas se abrem normalmente.

Imunidade inata e adaptativa · Mineralização óssea e absorção de cálcio · Modulação de processos inflamatórios · Expressão de mais de 200 genes dependentes de vitamina D

Suplementação em doses maiores é necessária para superar a menor eficiência do receptor. Manter 25-OH-D sérica entre 50–80 ng/mL. Associar sempre com vitamina K2 MK-7 para direcionar cálcio para os ossos.

Exposição solar de 20–30 min/dia em braços e pernas, preferencialmente entre 10h–14h. Consuma gordura de qualidade nas refeições — vitamina D é lipossolúvel.

Magnésio é cofator essencial para ativação da vitamina D — deficiência de magnésio bloqueia a conversão mesmo com D3 suplementado.

Exercício físico regular (especialmente resistência) melhora a sensibilidade dos receptores VDR nos tecidos musculares e ósseos.

Salmão selvagem · Sardinha · Atum · Ovo caipira (gema) · Cogumelo shiitake exposto ao sol · Óleo de fígado de bacalhau

Vitamina D3 + K2 MK-7 em cápsula lipossolúvel — D3 5.000–10.000 UI/dia com gordura · K2 100–200 mcg/dia · Magnésio dimalato 300 mg/dia

Referências: Uitterlinden AG et al. Gene. 2004;338(2):143-156. | Bouillon R et al. Endocr Rev. 2019;40(4):1109-1151.
Quem analisou seu laudo

Este laudo foi analisado e revisado por

Dra. Marina

CRN-3 12345

Genética não é destino e nem diagnóstico — é conhecimento individualizado do seu metabolismo.

Na nutrigenômica, ao orientar sobre os alimentos e o estilo de vida adequados, seus genes podem ser ativados para promover saúde.

Cuidar do sono, das emoções, deixar o corpo em movimento e comer saudável são cuidados essenciais para que sua genética trabalhe a seu favor.

Próximos passos

Da genética ao plano clínico

Este mapeamento é um ponto de partida. As decisões terapêuticas acontecem na consulta, à luz dos seus exames, sintomas e momento de vida.

Em nossa próxima consulta vamos correlacionar cada um dos genes em atenção e em cuidado com seus exames laboratoriais mais recentes — homocisteína, vitamina D, B12 ativa, perfil lipídico, marcadores inflamatórios — e construir o plano de nutrição e suplementação personalizado para você.

Lembre-se: genética é predisposição, não destino. Cada escolha alimentar, padrão de sono, manejo do estresse e movimento que você faz influencia diretamente se um gene fica ligado ou silenciado.

Dúvidas sobre o relatório? Anote suas perguntas e traga para nossa próxima consulta. Cada item desse documento foi pensado para virar uma conversa entre nós.
Com cuidado clínico,
Dra. Marina
Nutricionista · CRN-3 12345